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Adriano Oliveira

Redator do Meio. Formado em comunicação social/jornalismo, foi vencedor do Prêmio Ricardo Boechat de Jornalismo Político. Dirigiu e produziu o documentário Mundo sem Letras, exibido pela TV Cultura e TV Câmara SP. Tem experiência em assessoria de imprensa e marketing.

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Tubarões, música e o cinema nacional brilhando nas telonas

Foto: Divulgação

O cineasta finlandês Renny Harlin já esteve em uma melhor fase cinematográfica, quando dirigiu Duro de Matar 2, estrelado por Bruce Willis, em 1990, ou Do Fundo do Mar, com Samuel L. Jackson e Stellan Skarsgård, nove anos depois. Agora, ele retorna às telonas com Águas Mortais, protagonizado por um elenco modesto, incluindo Aaron Eckhart, Ben Kingsley, Molly Belle Wright, que estreia nos cinemas neste fim de semana. Neste thriller, Eckhart e Kingsley pilotam um voo intercontinental de Los Angeles para Xangai, quando uma explosão força a aeronave a fazer um pouso de emergência no meio do oceano, deixando poucos sobreviventes. Essa é só a primeira parte do problema. Eles ainda vão ter de lidar com tubarões famintos prontos para atacar.

O poema de Homero à moda de Christopher Nolan

Foto: Divulgação

Nem todo diretor de cinema consegue aliar com maestria um filme de arte com um blockbuster, mas esse é um trabalho que Christopher Nolan abraça com devoção ao longo de sua carreira e eleva a um novo patamar com A Odisseia, adaptação do poema épico de Homero, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. Com um elenco de peso, que inclui Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron, o longa de quase três horas simplifica e moderniza a epopeia de 3 mil anos para condensar a complexidade da obra original. O filme acompanha as aventuras do herói Odisseu (Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas míticas e deuses. Enquanto isso, sua esposa Penélope (Hathaway) e seu filho Telêmaco (Holland) tentam repelir as investidas agressivas do pretendente ardiloso Antínoo, interpretado lascivamente por Robert Pattinson. A obra com roteiro e direção de Nolan é marcada por belas imagens produzidas por seu diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema. Aliás, esse é o primeiro longa narrativo inteiramente filmado com câmeras Imax rodado em película de 70mm. Inclusive, falamos sobre isso na Edição de Sábado do Meio.

Aventura, susto e um convite embaraçoso nas telonas

Um belo casal com um lindo apartamento decorado e uma filha adolescente vive ressentido com a vida a dois, de um jeito que até os elogios são motivo de irritação. Esses são Angela e Joe, protagonizados por Olivia Wilde e Seth Rogen na comédia O Convite, baseado no filme espanhol Sentimental, de Cesc Gay, que por sua vez é baseado na peça teatral de Gay. Dirigido por Wilde, com roteiro de Will McCormack e Rashida Jones, o longa que estreia nos cinemas neste fim de semana se desenrola a partir de um choque de realidade que Angela e Joe sofrem com a chegada dos vizinhos de cima, Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton), um casal que tem uma atividade sexual bem movimentada.

Franz Kafka, Minions e Monstros estreando nas telonas

A sétima arte ganha uma homenagem inesperada nesta quarta-feira, com a chegada de Minions & Monstros, principal estreia da semana nos cinemas nacionais. A franquia da Illumination reconta a história dos grandes filmes com uma adorável sequência de paródias escolhidas por Pierre Coffin, que dirige, roteiriza e dubla todos os minions. Na nova aventura, James e Henry se tornam estrelas de cinema mudo, mas que se tornam obsoletos com as novidades do setor, incluindo as falas. Para dar a volta por cima na carreira, eles produzem um novo longa com as aventuras seculares dos amarelinhos, enquanto tentam salvar o mundo e também o cinema em si. Uma ótima pedida para estas férias escolares e para os adultos também. Em especial aos fãs de cinema, que poderão acompanhar e identificar as diversas homenagens aos clássicos, como recriações de Cidadão Kane e Tempos Modernos.

Luxo, glamour e muitas emoções nas telas do cinema

Quando pensamos em filmes sobre a indústria da moda, logo vem à cabeça o clássico O Diabo Veste Prada, que deu à Anne Hathaway o status de estrela de Hollywood, além do papel icônico de Meryl Streep interpretando a tirana Miranda Priestly. Vinte anos depois, o longa dirigido por David Frankel volta aos cinemas neste final de semana atualizado com as novas preocupações, tanto da moda quanto das mídias. Em O Diabo Veste Prada 2, Miranda, a editora-chefe da Runway — agora mais site do que revista —, tenta superar várias crises, incluindo questões financeiras e de conteúdo. Para isso, traz de volta ao jogo Andy Sachs (Hathaway), agora mais experiente como jornalista, para tentar revitalizar a credibilidade da companhia. Os fãs também vão poder aproveitar uma nova rodada da trama com o retorno de Emily Blunt como Emily Charlton, que agora é uma executiva de alto escalão numa marca de luxo, e Stanley Tucci revivendo Nigel.

Araras-canindés voltam a voar no Parque Nacional da Tijuca após mais de 200 anos

Crédito: Flavia Zagury/Refauna

Após mais de 200 anos longe do Rio, as araras-canindés voltam a voar livremente pelo Parque Nacional da Tijuca, com a chegada de três exemplares com uma grande missão: ajudar na restauração ecológica da Mata Atlântica do Rio de Janeiro. No Brasil, este bioma abriga mais de 145 milhões de pessoas.

Oito em cada dez pessoas apoiam regulamentação das redes para menores

A regulamentação das redes sociais para proteção de menores de idade na internet é apoiada por oito em cada dez pessoas no Brasil, independentemente da posição política ou ideológica. É o que revela uma pesquisa inédita do Projeto Brief, lançada nesta quinta-feira, dia 11, como parte de uma série de estudos sobre o uso das plataformas por crianças e adolescentes e suas implicações nas dinâmicas familiares, emocionais e culturais.

O Brasil velado em ‘O Agente Secreto’

Crédito: Divulgação

Um bom filme não precisa escancarar a realidade nua e crua, chocando e provocando fortes emoções no público. Pode fazê-lo, mas não é o único caminho. Com perspicácia e sensibilidade, é possível dizer tudo isso e muito mais, sem necessariamente ter de dizer. Kleber Mendonça Filho reconta um naco de nossa história sob o ponto de vista do Brasil velado em seu novo filme O Agente Secreto, premiado no Festival de Cannes, representante brasileiro no próximo Oscar, e que estreia no circuito nacional de cinemas em 6 de novembro. Com enredo se passando na Recife de 1977, em pleno regime militar, é fácil para o espectador pensar, à primeira vista, que a película trata da ditadura, que teve fim apenas em 1985. Mas observando com cuidado, desvela-se um Brasil tão atual que assusta. O diretor e roteirista diz muito sobre isso ao longo da obra, sem precisar falar escancaradamente. Aliás, o termo “ditadura” não é dito uma única vez ao longo das quase três horas de filme.

‘O Último Azul’, de Gabriel Mascaro, estreia nos cinemas brasileiros

Foto: Divulgação

Em um Brasil distópico, o governo transfere compulsoriamente seus idosos para uma colônia habitacional para aproveitar seus últimos anos de vida. Mas sentindo-se com disposição para viver, Tereza, uma mulher de 77 anos, reflete sobre o que ainda gostaria de fazer e embarca em uma aventura pelos rios e afluentes da Amazônia, antes de ser enviada para o exílio. Este é o enredo de O Último Azul, filme de Gabriel Mascaro, que recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim e que estreia neste fim de semana nos cinemas brasileiros. Protagonizado por Denise Weinberg, o longa ainda conta com Rodrigo Santoro no elenco.

A história do rei do baião chega aos cinemas

O cinema nacional está bem representado nas estreias deste fim de semana, com a cinebiografia do rei do baião, Luiz Gonzaga – Légua Tirana, dirigido por Marcos Carvalho e Diogo Fontes. O filme conta a história de um dos ícones da música brasileira, desde sua infância no Sertão nordestino até a vida adulta, mostrando as referências culturais e religiosas que o levaram a escrever canções icônicas. Para dar conta das diferentes fases, o músico é interpretado por Kayro Oliveira na infância, Wellington Lugo na juventude e Chambinho do Acordeom na fase adulta.