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O poema de Homero à moda de Christopher Nolan

Foto: Divulgação

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Nem todo diretor de cinema consegue aliar com maestria um filme de arte com um blockbuster, mas esse é um trabalho que Christopher Nolan abraça com devoção ao longo de sua carreira e eleva a um novo patamar com A Odisseia, adaptação do poema épico de Homero, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. Com um elenco de peso, que inclui Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron, o longa de quase três horas simplifica e moderniza a epopeia de 3 mil anos para condensar a complexidade da obra original. O filme acompanha as aventuras do herói Odisseu (Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas míticas e deuses. Enquanto isso, sua esposa Penélope (Hathaway) e seu filho Telêmaco (Holland) tentam repelir as investidas agressivas do pretendente ardiloso Antínoo, interpretado lascivamente por Robert Pattinson. A obra com roteiro e direção de Nolan é marcada por belas imagens produzidas por seu diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema. Aliás, esse é o primeiro longa narrativo inteiramente filmado com câmeras Imax rodado em película de 70mm. Inclusive, falamos sobre isso na Edição de Sábado do Meio.

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Uma das mais belas e importantes vozes da bossa nova, Alaíde Costa ganha um documentário dirigido por Liliane Mutti, que mistura ficção, animações artísticas e um vasto acervo de imagens de arquivo para contar a trajetória da artista que completa 90 anos de vida e 70 anos de carreira em 2026. A Noite de Alaíde inclui clássicos da música brasileira, como Dindi, Me Deixe em Paz e A Voz do Povo, enquanto reescreve a história para reconhecer o talento dessa cantora, que foi apagada pelo racismo, como também sofreu o pianista Johnny Alf — dois representantes negros do movimento musical consolidado por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto. No auge de sua carreira, Alaíde foi rejeitada por gravadoras e, como Alf, foi vetada do histórico concerto da Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962.

Uma das referências dos palcos franceses entre os séculos 19 e 20, a cara do movimento Art Nouveau e uma das pioneiras do cinema, a atriz Sarah Bernhardt é considerada por muitos a primeira estrela mundial da história. No drama A Divina Sarah Bernhardt, dirigido por Guillaume Nicloux, Sandrine Kiberlain dá vida à artista que construiu sua fama em papeis dramáticos, viveu um romance com Lucien Guitry e desafiou as convenções sociais da época.

Escrito e dirigido por Giulia Louise Steigerwalt, Diva Futura se passa na Itália dos anos 1980 e 90, quando Riccardo Schicchi (Pietro Castellitto) transforma a utopia hippie do amor livre no fenômeno da pornografia. O poder de influência da mídia leva a estrela pornô Ilona Staller Cicciolina a ser eleita para o Parlamento, enquanto Moana Pozzi busca a prefeitura de Roma. Conforme os trabalhadores do setor lidam com os altos e baixos da carreira, as contradições e os desejos emergem.

Um clássico do cinema nacional volta às telonas, com o relançamento de Xica da Silva, estrelado por Zezé Motta no papel título. O filme conta a história da mulher escravizada que se torna uma dama na sociedade de Diamantina após seduzir o contratador de diamantes João Fernandes, interpretado por Walmor Chagas. O longa dirigido por Cacá Diegues em 1976 ganhou uma versão em novela 20 anos depois escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Walter Avancini, alavancando a carreira de Taís Araújo como protagonista.

Confira a programação completa nos cinemas da sua cidade. (AdoroCinema)

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