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Edição de Sábado

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Edição de Sábado: O maior jejum da história

Foto: Charly Triballeau/AFP
Foto: Charly Triballeau/AFP

A reflexão sobre as causas do nosso maior jejum de títulos de Copas — seis edições — é complexa, porque o brasileiro sequer está acostumado a entender que em nenhum outro país existe o conceito de “perder a Copa” como sinônimo de “terminar em qualquer posição que não seja o título”.

Edição de Sábado: Escombros

Foto: Yan Boechat
Foto: Yan Boechat

O som das máquinas, das picaretas e das pás causa uma cacofonia que parece tornar ainda mais desesperadora a busca por sobreviventes em La Guaira, a cidade mais atingida pelos terremotos devastadores da semana passada, aqui na Venezuela. A cada dia que passa, o barulho do concreto sendo perfurado vai se transformando em uma estranha marcha fúnebre. Depois das primeiras 72 horas, encontrar alguém vivo encurralado sob lajes, vigas, móveis e tudo mais que veio abaixo é cada vez mais raro. Mas não impossível.

Edição de Sábado: O projeto Michelle

Foto: Divulgação / Flickr / PL Mulher

No Eixo Monumental, a via-coração de Brasília — que desemboca no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal —, está o Centro Empresarial Brasil 21. O complexo reúne três hotéis e três torres comerciais. Está acostumado ao barulho. Afinal, ali fica a sede do Partido Liberal (PL). Com frequência, reuniões partidárias terminam em declarações polêmicas. Foi ali que, no mês passado, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, surpreendeu seus correligionários ao revelar que havia, sim, se encontrado com Daniel Vorcaro logo após a primeira prisão do banqueiro. Foi dali que, logo em seguida, admitiu o encontro à imprensa, enquanto o senador Sergio Moro deixava na cara sua frustração.

Edição de Sábado: O corruptor-geral da República

Foto: Divulgação/Banco Master

O cientista político Leonardo Avritzer, professor titular aposentado da UFMG e professor visitante do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Uerj, descreve o fenômeno Master como a “aventura de um banqueiro” que precisou de agentes públicos para acobertá-lo. Ao mirar no Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, como fonte primária de seu esquema de pirâmide, tinha como alvo um consórcio de entes majoritariamente privados. Mas jamais atuou em nome do sistema financeiro. Os políticos que corrompeu, embora tenham lhe abastecido de dinheiro público, via fundos de pensão de servidores e crédito consignado, também tinham projetos individuais de poder e ganância. Por isso, o caso Master é um escândalo de corrupção que rompe a tradição sistêmica dos anteriores.

Edição de Sábado: O anfitrião avesso

Foto: Brendan Smialowski / AFP

Ele se arvorou a colocar a medalha de honra em seu próprio pescoço. O penduricalho era uma versão portátil do prêmio maior, de mesa, que estava recebendo, para poder exibir por aí. Mas Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos, nem esperou Gianni Infantino, presidente da Fifa, agraciá-lo com o balangandã. Já foi tomando a insígnia da bandeja e se autoadornando. Bem, o efeito teria sido o mesmo se o dirigente mais bajulador da história da entidade futebolística tivesse dado a medalha. Toda aquela encenação patética era, no fim, um ato masturbatório de Trump. Depois de o presidente norte-americano perder o Nobel da Paz com o qual tanto sonha para María Corina Machado, Infantino inventou, quiçá a pedido do próprio Trump, um Prêmio Fifa da Paz para satisfazer a vaidade trumpista.

Edição de Sábado: A Copa para o Brasil e o Brasil para a Copa

Divulgação/CBF
Divulgação/CBF

A Copa do Mundo não é apenas o período em que a maioria dos brasileiros pensa em futebol. A Copa é também o período em que a enorme parte da população mundial que tem alguma relação com o futebol se vê obrigada a pensar no Brasil. A simbiose entre esse evento e este país não tem paralelo. Qual foi o processo pelo qual o Brasil passou a ser quase uma metonímia da Copa e a Copa passou a ser, para o Brasil, esse evento quase transcendental que o define?

Edição de Sábado: A armadilha

Flávio Bolsonaro foi a Washington buscar um alívio à imensa pressão que sofria desde que vieram à tona seus áudios e mensagens com Daniel Vorcaro. Voltou com um álbum de fotografias de encher os olhos de sua própria militância e da direita brasileira. Mas ainda pairava sobre a viagem a dúvida do quão proveitosa e eficaz ela seria para a pré-campanha do senador.

Edição de Sábado: A dúvida

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Os altos

Edição de Sábado: Vinte anos divididos

Foto: Sergio Lima / AFP

O Brasil que elegeu pela primeira vez Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, já não existe mais. Naquele país, o eleitorado era majoritariamente jovem e de baixa escolaridade, e a disputa presidencial ainda cabia no velho eixo entre PT e PSDB. Vinte anos depois, o Brasil que devolveu Lula ao Planalto, por uma margem apertada, tornou-se outro. Mais velho, mais feminino, mais escolarizado, mais evangélico. Nesse percurso, as bases sociais do voto se deslocaram. O PT perdeu força entre homens, nas grandes cidades e entre jovens de escolaridade média. A direita avançou justamente nesses segmentos, enquanto mulheres negras consolidaram o grupo de maior coesão eleitoral do país.

Edição de Sábado: ‘É perigoso escolher o Congresso como inimigo do povo’

Foto: David Oliveira/Meio

Do congresso da juventude do PT a um almoço com faria limers, José Dirceu está em plena atividade política. Foi responsável pela reformulação do programa do partido que ajudou a criar, no ano em que seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, deve disputar sua última eleição. Enquanto isso, debate com economistas liberais a natureza da dívida pública; com caciques partidários uma possível reforma política; com o genro motoboy os desejos dos autônomos e empreendedores. E ainda prepara sua pré-campanha a deputado federal por São Paulo.