O Meio utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao navegar você concorda com tais termos. Saiba mais.
Assine para ter acesso básico ao site e receber a News do Meio.

Prezadas leitoras, caros leitores,

Quem lê o Meio Político sabe que a disputa eleitoral não se resolve em um número isolado, nem no grito alto dos dois lados. Ela está nos cruzamentos, nas nuances que a manchete nem sempre alcança.

Os dados da rodada de julho da Pesquisa Meio/Ideia já estão no ar. E, com eles, uma novidade: a nova plataforma interativa. A pesquisa chega a você em PDF, assim que o TSE libera os dados. Agora, além do PDF, o recorte é seu. Você aplica os filtros e cruza os números como quiser, para construir a sua leitura da disputa.

A plataforma também reúne as rodadas anteriores realizadas neste ano. Assim, você acompanha o filme inteiro da disputa: como cada grupo se moveu, onde a tendência se firma e onde ela ainda oscila.

Explore a plataforma. Ela foi pensada para você.

Os editores.

A fresta na palavra sagrada

Foto: Marina Uezima/BrazilPhotoPress via AFP
Foto: Marina Uezima/BrazilPhotoPress via AFP

Receba as notícias mais importantes no seu e-mail

Assine agora. É grátis.

A leitura de submissão como mandamento bíblico está em disputa, e é nessa brecha que evangélicas constroem autonomia sem romper com a fé

“Eu não vou melhorar nada no sentido do que a Bíblia diz, porque a Bíblia é inerrante, e eu acredito totalmente nela. Então, sim, a palavra que se refere à submissão feminina é real, é atual, e protege a mulher se for lida de forma completa. [...] Até quando nós vamos pregar a submissão feminina sem falar do heroísmo masculino? Porque é mais ou menos como dizer para um homem assim: assuma, vá à frente, me proteja, me ajude. Eu confio a liderança a você. É mais ou menos isso, inicialmente, um tipo de submissão que faz sentido. [...] Então, se isso não for explicado, vai dar a entender que a mulher tem que ser submissa a um delinquente, submissa a um abusador, submissa a um violento.”

Essa fala é da pastora pentecostal Helena Raquel, em entrevista à GloboNews, ao ser perguntada sobre como sua pregação contra a violência doméstica se conciliava com o discurso, ainda comum em ambientes evangélicos, de que a mulher deve ser submissa.

A pastora Helena é uma de milhões de mulheres evangélicas que estão construindo uma autonomia feminina conservadora dentro da linguagem da fé, da família, do dever e da sobrevivência. Essa construção não se apresenta como feminista, nem como emancipação individual, mas emerge quando organizam renda, filhos, igreja, voto, redes de cuidado e alianças políticas. Na maioria dos ambientes evangélicos, essa autonomia convive com a defesa da submissão e da chefia masculina. A tensão começa quando a mulher deixa de servir a um projeto definido por homens e reivindica decisão própria.

A crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro tornou esse mecanismo mais visível dentro do PL. Em um vídeo, Michelle acusou Flávio e seus aliados de tratá-la como alguém sem capacidade para participar das articulações do partido, justamente quando tentava costurar alianças. Segundo ela, o senador disse que seria melhor que ficasse fora das negociações, que havia “chegado ontem” e que não entendia de política. A resposta de Michelle foi lembrar suas entregas: diretórios femininos instalados nas 27 unidades da federação e apoio à eleição de 1.005 mulheres em 2024.

Flávio tentou amenizar a divergência, mas não cedeu nas decisões políticas. No meio do impasse, Michelle deixou a presidência do PL Mulher para se dedicar aos cuidados de Jair Bolsonaro e da filha. Depois, Valdemar Costa Neto extinguiu o comando nacional da ala feminina e disse que não havia no partido alguém do tamanho dela para substituí-la. O elogio também traçava a fronteira: a liderança feminina podia ser celebrada como serviço, mobilização e cuidado, mas passava a ser contida quando reivindicava poder real dentro da máquina partidária.

Foi nesse contexto que Paulo Figueiredo, influenciador bolsonarista e aliado de Eduardo Bolsonaro nas articulações internacionais, chamou Michelle de feminista e afirmou que “mulher vota estatisticamente mal”, sobretudo as solteiras. Além dele, parte da turba bolsonarista nas redes seguiu nas ofensas à ex-primeira-dama. Os ataques não miravam apenas Michelle; miravam também a possibilidade de uma mulher conservadora agir por conta própria.

Houve reação. Na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a senadora Damares Alves disse que chegaram ao absurdo de colocar em dúvida se a mulher “tem capacidade de votar, se a gente sabe escolher ou se merece ser escolhida”. Também lembrou que o voto feminino foi conquistado depois de décadas de mobilização e cobrou homens em pré-campanha que se calam diante desse tipo de ataque.

Inclusive, a reação atravessou a fronteira entre governo e oposição, mas por dentro do campo evangélico. Marina Silva, deputada federal pela Rede, evangélica da Assembleia de Deus e frequente alvo da direita, prestou solidariedade à senadora e disse que nada justifica uma mulher ser atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher. Ao afirmar que a misoginia precisa ser enfrentada “venha de onde vier e atinja quem atingir”, Marina tirou o episódio do terreno da lealdade partidária e o recolocou no da violência política de gênero.

Em uma primeira camada, a reação de Damares pode ser apenas um uso conveniente de uma pauta feminista para defender uma aliada. Ao mesmo tempo, ela revela a forma ambígua com que mulheres conservadoras e evangélicas lidam com os direitos das mulheres. Ao falar de voto, ataques à reputação e direito de ser ouvida, Damares aciona demandas que pertencem à discussão feminista, mas as traz para uma linguagem mais afeita ao conservadorismo.

Para parte da direita religiosa, “feminismo” é percebido como pacote moral: aborto, ideologia de gênero, revolução sexual, desprezo pela maternidade, hostilidade à Bíblia e desordem familiar.

É um espantalho conveniente, mas muito presente no imaginário evangélico, em parte porque há pouco contato com as várias vertentes e ondas dos movimentos feministas. Por isso, muitas demandas associadas às lutas das mulheres são abraçadas com outros nomes: valor da mulher, proteção, família, direito de ser ouvida.

Mas como se constroem esses valores? Em parte, de uma tradição de leitura bíblica que organizou casamento, autoridade e diferença sexual a partir de textos como Gênesis 2, Efésios 5, 1 Coríntios 11 e 14, e 1 Timóteo 2. Mesmo aí, porém, nada é tão automático ou direto, uma vez que a pregação que chega ao culto já passou por escolhas de tradução, tradição e interpretação.

Por exemplo, em Gênesis 2:18, Deus diz que fará para o homem uma ezer kenegdo. Durante muito tempo, traduções em português optaram por traduzir a expressão como “auxiliadora”, “ajudadora” ou “alguém que o auxilie e lhe corresponda”; a NVI 2023, tradução para o português, preferiu “aliada que lhe seja semelhante”. A mudança gerou reação porque mexe no imaginário sobre a mulher: “auxiliadora” pode soar como assistente do homem, enquanto ezer também aparece no Antigo Testamento como socorro forte, inclusive em referência ao próprio Deus, e kenegdo sugere correspondência ou contraparte. Esse tipo de divergência não resolve disputas sobre o papel de cada gênero, mas mostra que o debate não se resume a escolher entre obedecer ou rasgar a Bíblia.

De um lado, a leitura complementarista mais restrita afirma que homens e mulheres têm a mesma dignidade diante de Deus, afinal, ambos foram criados à sua imagem, mas recebem funções diferentes no casamento e na igreja. No lar, o marido lidera e a esposa o segue voluntariamente; ao menos na formulação moderada, essa liderança não permitiria violência, coerção ou apagamento da consciência feminina. Na igreja, cargos de governo e ensino ficam reservados a homens, enquanto mulheres podem atuar em áreas como discipulado, missões, louvor, ensino de outras mulheres e cuidado comunitário. Aqui se separam as igrejas que apoiam ou condenam o pastorado feminino.

Há, entretanto, uma vertente mais ampla do complementarismo, que transforma essa diferença em princípio de organização social. Para estes, mulheres em posição de comando são uma ameaça à ordem divina, seja no mercado de trabalho, na política, no púlpito, no Exército ou em cargos civis.O pastor americano Douglas Wilson, por exemplo, chamou o voto feminino de “uma ideia terrível” e defende voto por domicílio, em que a decisão é expressa pelo chefe da casa, em geral o marido e pai. Essa teologia não apenas preserva uma diferença simbólica entre homens e mulheres; ela desloca a autoridade masculina do casamento para a igreja, da igreja para a vida pública. A complementaridade, aí, vira um programa de tutela masculina: mulheres são autorizadas a aconselhar por dentro da casa, mas não a decidir como cidadãs diante do Estado.

Há também a leitura igualitarista, segundo a qual homens e mulheres têm igual autoridade em Cristo. Textos sobre submissão são lidos a partir da submissão mútua, do contexto histórico e da atuação de mulheres no Novo Testamento, como Febe, Priscila e Junia, além de Débora, juíza e profeta no Antigo Testamento. Por essa leitura, mulheres podem exercer liderança no lar e na igreja sem trair a Bíblia, como sustenta a CBE International, ou Christians for Biblical Equality, organização cristã que defende a igualdade bíblica entre mulheres e homens.

É nesse terreno que as crenças encontram a realidade. Hoje, evangélicos são 26,9% da população de 10 anos ou mais no Brasil, e mulheres são 55,4% desse grupo; na composição racial, 49,1% são pessoas pardas e 12%, pretas, segundo dados do IBGE. Ou seja, a imagem mais representativa é menos uma influenciadora de classe média que fala de feminilidade bíblica e mais a mulher negra ou parda que trabalha, cuida da casa, sustenta redes familiares, vive a fé e encontra na igreja uma comunidade.

A composição da família real também desafia o ideal do marido provedor. Quase metade dos domicílios brasileiros é chefiada por mulheres, 49,1%, segundo o IBGE. Assim, uma mulher pode ouvir no culto que o homem deve ser o cabeça da casa e, na segunda-feira, ser quem paga contas, leva o filho ao médico, negocia aluguel, cuida da mãe idosa, organiza a escala de cuidado e segura a rotina enquanto o marido está desempregado, ausente ou imaturo.

Na prática, a chefia masculina deixa de ser tese abstrata e vira cobrança: se é cabeça, apareça; se lidera, trabalhe; se é pai, cuide; se é marido, não abandone.

Nesse chão social, a ideia de liderança masculina pode soar menos como desejo de ser mandada e mais como alívio diante da solidão prática. Para a mulher que sustenta filhos, decide a escola, organiza o cuidado, administra o dinheiro, serve na igreja e ainda precisa negociar a ausência masculina, um homem “líder” pode significar um adulto presente, proativo e capaz de assumir parte do peso. Para igualitárias, isso aparece como parceria. Para complementaristas, pode aparecer como liderança responsável. Em ambos os casos, o desejo é menos por tutela e mais por corresponsabilidade.

A palavra submissão muda de sentido conforme a vida que encontra. Maria das Dores Campos Machado e Christina Vital descrevem como igrejas pentecostais podem aumentar a autoestima feminina, ampliar a circulação social e cobrar dos homens uma vida menos destrutiva: menos bebida, menos traição, menos violência, mais casa, trabalho e responsabilidade. Para muitas mulheres, a igreja não diz apenas “obedeça”; também diz ao homem que vire marido, pai, trabalhador e protetor. Logo, a liderança masculina só é cuidado quando o homem assume algum custo.

Contudo, esse perfil com suas necessidades de apoio social não se converte automaticamente em identidade progressista. Entre evangélicos, 52% estavam na direita ou centro-direita, enquanto 30% na esquerda ou centro-esquerda; no eixo dos costumes, a direita e a centro-direita chegavam a 61%, segundo o Datafolha. Ao mesmo tempo, o gênero reorganiza a experiência política: 44% das mulheres estavam na esquerda ou centro-esquerda, contra 37% na direita ou centro-direita, também de acordo com o Datafolha. Isto é, a mulher evangélica vive dentro de um campo religioso mais conservador, mas atravessada pelos temas públicos de cuidado, violência, renda, maternidade e sobrecarga.

Sabe-se que a decisão política de mulheres evangélicas passa pela vida em igreja, mas não se reduz à obediência pastoral. Pastor, família e comunidade pesam, ao lado de oração, pesquisa, redes sociais, filhos, medo da violência, valores morais e discernimento próprio, como mostra a pesquisa do ISER sobre mulheres evangélicas e política. É assim que experiências semelhantes recebem nomes diferentes. Uma tradição política fala em patriarcado, autonomia e divisão sexual do trabalho; a gramática evangélica fala em honra, proteção, responsabilidade e pecado. Uma mulher pode rejeitar o rótulo feminista e defender punição ao agressor, respeito no casamento, direito ao trabalho, voto próprio, voz na igreja e proteção para crianças. Pode nunca usar a expressão “divisão sexual do trabalho” e ainda conhecer, no corpo, a rotina de trabalhar fora, cuidar dos filhos, servir na igreja e ser cobrada por manter a casa de pé.

Na prática, muitas evangélicas são complementaristas na teologia e igualitárias nos costumes. Podem defender formalmente papéis distintos na família e, ainda assim, trabalhar, estudar, votar, ensinar, administrar dinheiro, liderar redes, aconselhar outras mulheres e sustentar a família. Chamam isso de chamado, serviço, vocação, responsabilidade ou obediência a Deus. Como formulou o influenciador presbiteriano, Jared Victor, cristãs conservadoras podem rejeitar respostas feministas e continuar diante das perguntas que o feminismo tornou difíceis de ignorar. O que acontece quando a esposa apanha do marido?

O que significa obedecer quando a ordem é humilhante ou violenta? Quem interpreta a Bíblia quando homens usam a Bíblia para proteger homens? Por que o passado sexual destrói a reputação feminina e raramente destrói a masculina?

É nessa distância entre experiência e rótulo que o antifeminismo profissional cresce. Pessoas influentes como a deputada Ana Caroline Campagnolo construíram parte de sua atuação em uma narrativa de que o feminismo é um movimento único e destrutivo. Separam dele conquistas hoje aceitas e desejáveis, como voto, educação e trabalho, como analisam Veronica Toste Daflon e outras pesquisadoras na Revista Estudos Feministas. Assim, uma mulher pode usufruir de direitos disputados historicamente por mulheres e aprender, ao mesmo tempo, que “o feminismo” foi apenas desordem.

Vale salientar que a crítica conservadora tem apelo porque conversa com desejos reais: casamento estável, maternidade valorizada, comunidade, vida familiar e homens menos irresponsáveis. Mas nesse contexto, não são raras as vezes em que a reivindicação feminina passa a ser deslegitimada como feminista, mesmo quando denuncia abuso, cobra coerência bíblica ou exige instituições mais seguras para mulheres e crianças. A palavra vira marcador de contenção: serve menos para descrever uma posição e mais para recolocar a mulher no lugar de subserviência.

A pregação da pastora Helena Raquel no Congresso dos Gideões expôs esse limite dentro do próprio pentecostalismo. Ao falar sobre Juízes 19, ela condenou violência doméstica, abuso sexual e acobertamento religioso; mandou mulheres denunciarem, buscarem lugar seguro e não confundirem agressor com homem arrependido. Também disse que “pedófilo não é ungido” e cobrou dos pais e das mães que acreditem nos filhos quando relatam abuso. A fala foi aplaudida por quem queria ver esse tema tratado dentro da igreja, mas também foi atacada como feminista por setores conservadores. Quando a proteção institucional fala mais alto que a vida da vítima, submissão deixa de ser doutrina familiar e vira instrumento para manter mulher calada e vulnerável.

A autoridade feminina conservadora costuma ser tolerada enquanto aparece como cuidado, vocação e proteção. Por isso, tantas lideranças falam como servas, mães espirituais, esposas, missionárias, intercessoras ou mulheres chamadas por Deus. Essa linguagem permite organizar redes, mobilizar eleitoras, aconselhar famílias, ocupar palcos e falar de política sem acionar o vocabulário feminista. Mas quando essa autoridade reivindica decisão própria, então vira ambição, desordem, insolência ou ameaça à unidade do grupo.

A crise entre Michelle e Flávio é mais um desdobramento dessa tensão na política. Ela presidiu uma estrutura partidária, montou diretórios, viajou, discursou e entregou resultado eleitoral. Damares, aliada de Michele, construiu carreira pública independente dos métodos ou políticas defendidas em torno de pautas ligadas a crianças, mulheres, vulneráveis, famílias e proteção.

A autonomia feminina conservadora não encaixa no binarismo de rótulos como feministas ou antifeministas. Ela aparece quando uma mulher rejeita o rótulo feminista, mas não aceita que abuso seja tratado como fofoca, que pai ausente seja chamado de líder, que pastor famoso valha mais que vítima ou que voto feminino só seja respeitado quando confirma a vontade dos homens do grupo. No fim, a tensão não nasce de uma adesão tardia ao feminismo ou da discordância com o cristianismo; nasce quando a própria experiência mostra que submissão e auxílio viram palavras pequenas demais para a vida que elas carregam.

Encontrou algum problema no site? Entre em contato.

Esta é uma matéria para assinantes premium.
Já é assinante premium? Clique aqui.

Meio Premium: conteúdo pensado para leitores influentes

Quem toma decisões – seja na vida corporativa, profissional ou pessoal – precisa estar bem informado. Assinantes do Meio Premium recebem reportagens, análises e entrevistas que esclarecem os temas mais complexos da atualidade. Os últimos avanços tecnológicos, a geopolítica mundial, a crise climática – não há assunto difícil para o Meio.

Foto: Charly Triballeau/AFP
Edição de 11/07/2026
EDIÇÃO DE SÁBADO

Uma newsletter elaborada com cuidado durante a semana, sempre com temas importantes e um olhar inovador e aprofundado sobre eles. Política, comportamento, cultura, vida digital apresentados em textos agradáveis e leves para você ler com calma no fim de semana.

Edição de 15/07/2026
MEIO POLÍTICO

Às quartas, tentamos explicar o inexplicável: o xadrez político em Brasília, as grandes questões ideológicas da atualidade, as ameaças à democracia no Brasil e no mundo. Para isso, escalamos especialistas que escrevem com base em pesquisas e fatos.

assine

Já é assinante? Clique aqui.

Nossos planos

Acesso a todo o conteúdo do Meio Premium com 7 dias de garantia e cancelamento a qualquer momento.

Premium

  • News do Meio mais cedo
  • Streaming do Meio
  • Meio Político
  • Edição de Sábado
  • Descontos nos Cursos do Meio
  • Pesquisa Meio/Ideia mais cedo
  • Pesquisa Meio/Ideia Interativa

Assine por R$ 15/mês

ou

De R$ 180 por R$ 150 no Plano Anual, equivalente a R$ 12,50 por mês.

Premium + Cursos

  • News do Meio mais cedo
  • Streaming do Meio
  • Meio Político
  • Edição de Sábado
  • Todos os Cursos do Meio
  • Pesquisa Meio/Ideia mais cedo
  • Pesquisa Meio/Ideia Interativa

Assine por R$ 70/mês

ou

De R$ 840 por R$ 700 no Plano Anual, equivalente a R$ 58,34 por mês.

Premium + Cursos

Para aqueles que querem aprimorar seu conhecimento, assine agora o plano Meio Premium + Cursos. Assista os cursos do acervo dos Cursos do Meio na sua TV, celular ou computador. Política, história, inteligência artificial, aprimoramento profissional. Temas importantes explicados por especialistas no assunto.

Capa do curso do Meio: Você pode ser um liberal e não sabe

Capa do curso do Meio: Você na mídia

Capa do curso do Meio: IA modo de usar

Capa do curso do Meio: Israel e Palestina

Capa do curso do Meio - Ideologias brasileiras

Capa do curso do Meio: O fim da nova república?

assine

Já é assinante? Clique aqui.

O que é o Meio

O Meio é uma plataforma de jornalismo pensada para o século 21. Acreditamos que informação de qualidade fortalece a democracia, por isso entregamos notícias e análises que ajudam você a entender o agora e decidir melhor. Seja por e-mail, vídeo ou podcast, chegamos até você da forma que mais combina com a sua rotina.

Christian Lynch

Cora Rónai

Creomar de Souza

Deborah Bizarria

Flávia Tavares

Márvio dos Anjos

Mariliz Pereira Jorge

Pedro Doria

Wilson Gomes